GOEPIK: A STARTUP DE REALIDADE AUMENTADA DA INDÚSTRIA 4.0

Era 2008. Eu cursava Sistemas de Informação na PUC-PR, em Curitiba, e estava pesquisando sobre tecnologias durante o meu TCC. Dentre tantos assuntos inovadores e encantadores ao olhar de quem está prestes a se formar, um me chamou mais atenção: Realidade Aumentada. O que era, afinal, esse termo que mesclava o mundo real com o virtual?.

Não bastou muito tempo para que eu me encantasse sobre o assunto. Trazer elementos virtuais para a minha realidade e de todos que me cercavam me instigava. E me fazia estudar ainda mais sobre o tema. Assim como no princípio da realidade aumentada, ela não ficou apenas como tema do meu trabalho de conclusão de curso: começou a fazer parte da minha vida real.

Em 2011, descobri uma empresa que mudaria o meu rumo profissional: a francesa Total Immersion, que possuía uma tecnologia avançada em realidade aumentada comparada com as demais organizações pelo mundo.

Não hesitei. Conversei com a Priscila – hoje, minha esposa –, financiamos o carro, parcelamos a passagem em 10 vezes e embarcamos para Paris. Eu, que sempre acreditei demais nas coisas, estava apostando em um sonho, que mudaria totalmente o rumo de nossas vidas.

Apesar da ansiedade, a reunião foi um sucesso. Com o resto do dinheiro levantado, compramos a licença da plataforma de realidade aumentada, investimos em um curso sobre o tema e, em setembro de 2011, trouxemos a realidade aumentada para o Brasil. Fomos pioneiro no País.

O que fazer com isso, então? Eu estava acreditando na tecnologia, mas precisava decidir como utilizaria a plataforma. Mais estudos e pesquisas. Descobrimos que a realidade aumentada tinha muita aplicabilidade no setor educacional e ainda mais nas indústrias. Então, por que não arriscar? Toda essa ideia já estava sendo um risco que deu certo.

Percebemos que as escolas não estavam preparadas ainda para tecnologias disruptivas. Foi aí que surgiu a nossa primeira startup: a Eruga, que em 2013 trabalha com Realidade Aumentada e Realidade Virtual, com foco na educação básica e treinamentos imersivos.

A Eruga foi como um aprendizado para nós. Foi com ela que aprendemos como gerenciar uma empresa; também foi com ela que cometemos todos os erros de iniciante e tivemos a oportunidade de me tornar um empreendedor ainda melhor.

Ver sua empresa fazendo a diferença na educação de tantos alunos era extremamente realizador. Mas eu comecei a sentir que poderia fazer ainda mais. Em qual setor a realidade aumentada funcionaria bem? Com mais pesquisas de mercado, o resultado surgiu: a indústria demandava soluções em realidade aumentada e eu era o responsável por levar a tecnologia até ela.

Em meados de 2016 surgiu a primeira oportunidade, que me impulsionou a investir nesse nicho: a fabricante de veículos Renault me questionava sobre o que eu poderia fazer por eles com a tecnologia que eu já tinha domínio.

Mais dias de estudos e dedicação. Partindo das ferramentas utilizadas na Indústria 4.0, como IOT e Machine Learning, criei com a Priscila um projeto de uma startup, inscrevi a ideia na aceleradora Startup Farm antes mesmo dele ter um CNPJ e fui para São Paulo fazer a validação de hipótese. Mais uma vez eu me via arriscando em prol da tecnologia.

Foram 40 dias pesquisando e entrevistando pessoas-chave da indústria para descobrir as dores e necessidades do nicho e desenvolver o projeto. Após mais de um mês, abri o CNPJ, me inscrevi no programa de aceleração Oxigênio, da seguradora Porto Seguro, e recebemos o primeiro investimento: não tinha como fugir, a GoEpik estava surgindo no mercado em janeiro de 2017.

Com a proposta de reduzir custos e aumentar a produtividade das empresas a partir de uma plataforma inovadora de realidade aumentada, conquistei clientes que nunca imaginava ter. Renault, Natura e Bosch utilizam um serviço que eu desenvolvi por acreditar que a tecnologia pode transformar nossa realidade de forma positiva.

Hoje, vejo a plataforma que desenvolvi sendo utilizada em fábricas por todo Brasil. Observo ela evitando erros de processo e até mesmo acidentes nas indústrias. Recebo a gratificação sincera de clientes que afirmam que, com ela, sua produtividade aumentou e os gastos com imprevistos diminuíram, pois agora tomam decisões mais assertivas. Percebo operadores sendo treinados com tecnologia de ponta e encantados com a facilidade que a ferramenta trouxe para o seu dia a dia de trabalho.

Descubro, diariamente, como a GoEpik tem o poder de transformar (e melhorar) a indústria.

E não existe nada mais gratificante do que isso. Mas a gente sempre quer mais. E, assim como um dia eu entrei em um avião para buscar o que eu esperava, quero voar novamente para outras cidades e países, mas dessa vez para levar a solução que as empresas estão esperando.

Wellington Moscon - CEO GoEpik
Sobre o Autor

Wellington Moscon é CEO e cofundador da GoEpik, startup brasileira de Realidade Aumentada da Indústria 4.0.

Está sempre em busca de novas oportunidades de atuação e inovação.

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